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Cinco erros na gestão de pessoas que podem custar caro às empresas

Tempo de leitura

3 minutos

Atualizado em

01/09/2026

Gestão de pessoas: 5 erros que empresas devem evitar

Introdução

Multas, ações trabalhistas, alta rotatividade e perda de produtividade. Esses são alguns dos impactos que podem surgir quando a gestão de pessoas não recebe a atenção necessária dentro das organizações. Em um cenário cada vez mais competitivo e fiscalizado, pequenos erros na administração das relações de trabalho podem gerar grandes prejuízos para as empresas.

Assim, é fundamental ressaltar a importância dos profissionais responsáveis por garantir o cumprimento das obrigações trabalhistas e promover relações mais equilibradas entre empresas e colaboradores.

Segundo a coordenadora dos Cursos de Gestão da Estácio, Juliene Rocha Borges Fonseca, muitos problemas enfrentados pelas organizações poderiam ser evitados por meio de planejamento, atualização constante sobre a legislação e uma atuação estratégica do setor de Recursos Humanos.

"Grande parte dos passivos trabalhistas nasce de falhas que poderiam ser prevenidas no dia a dia. O conhecimento da legislação e a valorização das pessoas são fatores fundamentais para construir ambientes mais produtivos e seguros", afirma.

A especialista lista cinco erros recorrentes que ainda comprometem a gestão de pessoas em empresas de diferentes portes.

1. Não controlar adequadamente a jornada de trabalho

Segundo Juliene Rocha Borges Fonseca, a ausência de registros corretos de entrada, saída e horas extras está entre os principais fatores que levam empresas a enfrentar processos trabalhistas. A especialista explica que o uso de sistemas confiáveis de controle de ponto e o acompanhamento transparente da jornada dos colaboradores ajudam a reduzir riscos e garantir mais segurança jurídica.

2. Manter relações de trabalho informais

Contratações sem registro formal, pagamentos realizados fora da folha e a ausência de contratos claros ainda são práticas observadas em muitas organizações, especialmente nos pequenos negócios. De acordo com a coordenadora, além de ilegais, essas situações podem resultar em multas, passivos trabalhistas e insegurança para empregadores e trabalhadores.

3. Cometer falhas na concessão de férias e benefícios

Juliene explica ainda que atrasos em pagamentos, concessões inadequadas de férias e descumprimento de direitos previstos em lei ou em acordos coletivos costumam gerar problemas durante fiscalizações e ações judiciais. Segundo ela, a atenção aos detalhes da legislação é fundamental para evitar prejuízos futuros.

Deixar de oferecer treinamentos, equipamentos adequados ou condições seguras de trabalho pode trazer consequências graves para as empresas. “Além de colocar colaboradores em risco, a falta de medidas preventivas pode gerar afastamentos, penalidades legais e impactos financeiros significativos”, afirma a coordenadora.

5. Ignorar a comunicação interna e o desenvolvimento das lideranças

Segundo Juliene, muitos conflitos trabalhistas têm origem em problemas de relacionamento dentro das equipes. A especialista ressalta que ambientes marcados por falhas de comunicação, ausência de diálogo e até situações de assédio moral tendem a registrar maior rotatividade, queda de produtividade e aumento dos afastamentos.

Como evitar esses problemas

Para a coordenadora, a melhor estratégia é investir continuamente na capacitação das equipes, na atualização sobre a legislação trabalhista e na formação de líderes preparados para gerir pessoas de forma ética e responsável. "Mais do que evitar multas e processos, cumprir corretamente as normas trabalhistas demonstra respeito aos profissionais e fortalece a sustentabilidade do negócio. Empresas que valorizam as pessoas constroem ambientes mais saudáveis, produtivos e competitivos", conclui.

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