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Fortalecimento muscular: a peça-chave para prevenir lesões e melhorar o desempenho na corrida

Tempo de leitura

3 minutos

Atualizado em

01/09/2026

Fortalecimento muscular para corrida: benefícios e cuidados

Introdução

A corrida ganhou cada vez mais espaço na rotina de quem busca uma atividade física acessível, prática e capaz de contribuir para mais saúde e qualidade de vida. O crescimento das provas de rua e dos grupos de corrida mostra que o esporte deixou de ser apenas uma prática individual e se tornou também uma experiência social.

Mas, para aproveitar os benefícios da corrida com segurança, não basta colocar o tênis e começar a aumentar a distância. Preparar o corpo, especialmente por meio do fortalecimento muscular, é uma estratégia importante para melhorar o desempenho e reduzir o risco de lesões.

Qual a importância do fortalecimento muscular para quem corre?

A corrida tem conquistado cada vez mais adeptos, mas para correr com segurança e melhorar o desempenho, o fortalecimento muscular é indispensável. O fisioterapeuta Mateus Maciel Pauferro, docente da Estácio, destaca que o fortalecimento muscular é fundamental para a atividade física. Além de ajudar o corpo a suportar melhor os impactos repetitivos da corrida, ainda melhora a estabilidade das articulações, corrige desequilíbrios musculares e reduz significativamente o risco de lesões.

De acordo com o fisioterapeuta, os grupos musculares que são mais decisivos para manter uma boa mecânica de corrida são os músculos do core (abdômen), glúteos, quadríceps, posteriores de coxa e panturrilhas.

“Eles são responsáveis pela estabilidade, absorção de impacto, impulsão e alinhamento corporal durante a corrida e o fortalecimento desses músculos pode realmente melhorar a performance. Um corredor fortalecido consegue ter mais eficiência nos movimentos, melhor resistência muscular e menor gasto energético. Isso contribui para melhorar ritmo, velocidade e resistência durante as corridas”, explicou o especialista.

Quais são os principais riscos de lesões ao correr?

Apesar dos benefícios, a corrida envolve movimentos repetitivos e impacto constante sobre diferentes estruturas do corpo. Mateus Pauferro destacou as lesões mais frequentes entre os corredores, que incluem:

• síndrome do estresse tibial medial (“canelite”); • tendinites; • fascite plantar; • dores no joelho; • síndrome da banda iliotibial; • lesões musculares causadas pela sobrecarga.

“Músculos fortes funcionam como amortecedores naturais. Eles ajudam a distribuir melhor as cargas e diminuem o estresse sobre joelhos, tornozelos e quadris durante a corrida. Exercícios funcionais, agachamentos, avanços, fortalecimento do core, exercícios pliométricos e treinos de estabilidade são muito eficazes. O ideal é que o treino seja individualizado de acordo com a necessidade de cada corredor”, frisou, acrescentando o papel do fisioterapeuta no acompanhamento de quem está começando a correr.

“O fisioterapeuta avalia a biomecânica, identifica possíveis limitações, orienta sobre prevenção de lesões e auxilia na elaboração de estratégias para uma prática segura e eficiente. O acompanhamento profissional é importante principalmente para iniciantes e pessoas com histórico de dores ou lesões”, disse Matheus.

O fisioterapeuta também abordou sobre a importância da preparação antes da corrida com o aquecimento. “É necessário salientar que antes da corrida, o indivíduo precisa realizar um aquecimento para preparar a musculatura para a corrida, bem como evitar lesões. Correr é saúde, mas correr com preparo é ainda melhor. O fortalecimento muscular deve fazer parte da rotina de qualquer corredor que busca desempenho, segurança e qualidade de vida”.

Para quem se interessa por esporte, movimento e saúde, conhecer os princípios do treinamento e do funcionamento do corpo pode ser o primeiro passo para transformar uma paixão em conhecimento e, quem sabe, em carreira.

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